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Dia internacional da Preservação da Camada de Ozônio

No dia 16 de setembro de 1994, a Organização das Nações Unidas (ONU), estabeleceu esta data como o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio. Esta data foi escolhida para marcar a assinatura do Protocolo de Montreal, tratado internacional em que signatários prometem substituir substâncias capazes de destruir esse escudo.
A camada de ozônio é invisível a olho nu, mas é de grande importância contra os raios ultravioleta e raios cósmicos. Na década de 1970, cientistas descobriram que este escudo de gás estava enfraquecendo. Em condições naturais, ela varia de acordo com a temperatura, clima, latitude e altitude. No entanto, esses fatores não explicavam seu esgotamento. Então, descobriu-se que produtos químicos com clorofluorcarbonetos (CFCs) eram a principal causa dessa alteração.
Algumas das perigosas substâncias são os GEEs (gases do efeito estufa), que podem decompor parte da camada de ozônio e promover o aquecimento da temperatura do planeta, resultando em mudanças climáticas que comprometem a vida na terra. Estão no grupo o CO2 (dióxido de carbono), o CH4 (metano) e o N2O (óxido nitroso), produzidos por diferentes setores econômicos, dentre eles, o agronegócio. Segundo o mais recente inventário de GEEs, o setor agrícola brasileiro é responsável pela emissão de 470 milhões de toneladas de CO2 equivalente. O setor de energia, com a queima de combustíveis fósseis responsáveis por 81%, emitiu em 2019, segundo o IEMA (Instituto de Energia e Meio Ambiente), 414 milhões de toneladas de CO2 na natureza.
Ao contrário de outros setores da economia que somente emitem GEEs, as atividades do campo também mitigam e sequestram esses gases, podendo levar a um balanço negativo de carbono, ou seja, ajudam o planeta. A adoção de tecnologia como biogás, sistemas integrados e plantio direto, podem ajudar produtores a reduzirem suas pegadas de carbono e prestar serviços ambientais à sociedade. Afinal, é o solo das fazendas que funciona como um depósito de carbono, como um sequestrador de GEEs.
Esta data chama a atenção para a necessidade de preservação e recuperação da camada fundamental para a vida no planeta. É o ozônio (O3) o único gás que protege a Terra, filtrando as perigosas radiações solares ultravioletas do tipo B (UV-B).
Segundo novo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) o planeta está perigosamente próximo de um ponto em que o aumento das temperaturas irá provocar mudanças permanentes nos ecossistemas. Os cientistas reforçaram que, para seguir na meta de 1,5°C, será necessário zerar as emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE) o quanto antes, no máximo até 2050.