A ciência desempenha um papel fundamental na construção de soluções para os desafios globais contemporâneos, como as mudanças climáticas, a perda da biodiversidade, a segurança alimentar e a inovação tecnológica. Nesse contexto, reconhecer e fortalecer a participação de mulheres e meninas na ciência é essencial para promover um desenvolvimento mais justo, inclusivo e sustentável.
Celebrado em 11 de fevereiro, o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência destaca a importância da equidade de gênero nos campos da pesquisa, da inovação e do desenvolvimento tecnológico. A data reforça que a diversidade nos ambientes científicos não é apenas uma questão de justiça social, mas também um fator decisivo para a qualidade, a criatividade e o impacto das soluções produzidas.
Historicamente, mulheres enfrentaram e ainda enfrentam, barreiras estruturais para acessar, permanecer e progredir em carreiras científicas. Desigualdades no acesso à educação, à formação técnica, ao financiamento para pesquisa e aos espaços de liderança continuam sendo desafios presentes em diferentes países e contextos. Superar esses obstáculos é fundamental para ampliar o potencial científico e inovador das sociedades.
A participação ativa de mulheres e meninas na ciência está diretamente relacionada à promoção da educação de qualidade e à redução das desigualdades, conectando-se ao ODS 4 (Educação de Qualidade) e ao ODS 10 (Redução das Desigualdades). Investir na formação científica desde a infância, especialmente para meninas, contribui para ampliar oportunidades e estimular trajetórias profissionais em áreas estratégicas para o desenvolvimento sustentável.
No campo da inovação, a presença feminina fortalece a construção de soluções mais inclusivas e socialmente responsáveis, dialogando com o ODS 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura). A diversidade de perspectivas nos processos de pesquisa e desenvolvimento amplia a capacidade de resposta a desafios complexos e favorece a criação de tecnologias alinhadas às necessidades reais das comunidades.
A equidade de gênero na ciência também é um pilar central do ODS 5 (Igualdade de Gênero). Garantir condições justas de participação, reconhecimento e liderança para mulheres em instituições científicas e tecnológicas contribui para transformar estruturas históricas de desigualdade e fortalecer sistemas de inovação mais equilibrados.
Além disso, a promoção de mulheres na ciência exige esforços colaborativos entre governos, instituições acadêmicas, organizações da sociedade civil, setor privado e organismos internacionais. Esse trabalho conjunto está alinhado ao ODS 17 (Parcerias e Meios de Implementação), reforçando a importância da cooperação para alcançar os objetivos da Agenda 2030. Valorizar mulheres e meninas na ciência é investir no futuro. Ao ampliar o acesso ao conhecimento, estimular a equidade e fortalecer a pesquisa e o desenvolvimento, cria-se um caminho mais sólido para soluções sustentáveis, inovadoras e socialmente justas. Reconhecer esse papel é essencial para a construção de um mundo mais resiliente e comprometido com as próximas gerações